domingo, 14 de abril de 2013

Previsões


Como você lida com os obstáculos que o mundo apresenta em sua caminhada?

Como você recebe as oposições das pessoas, em relação a suas habilidades, ao seu potencial?

Do que realmente somos capazes?

Alguns casos célebres de previsões e julgamentos do mundo que deram errado, talvez, possam iluminar estas reflexões e inspirar nossa jornada:

- Após o primeiro teste cinematográfico de Fred Astaire, o memorando do diretor de testes da MGM, datado de 1933, dizia assim: Não sabe representar! Ligeiramente calvo! Dança um pouco. Astaire conservou este memorando pendurado sobre a lareira, em sua casa.

- Beethoven segurava o violino desajeitadamente e preferia tocar suas próprias composições, ao invés de aperfeiçoar sua técnica. Seu professor julgava-o um compositor sem futuro.

- Os pais do famoso cantor de ópera Enrico Caruso, queriam que ele fosse engenheiro. Seu professor lhe disse que ele não tinha voz e que não poderia cantar.

- Um dos professores de Albert Einstein o descreveu como, mentalmente lento, insociável e eternamente mergulhado em seus sonhos imbecis.

- Louis Pasteur foi apenas um aluno mediano nos estudos do ensino fundamental. Ficou em décimo quinto lugar entre os 22 alunos de química.

- Dezoito editores recusaram a história de 10.000 palavras de Richard Bach sobre a gaivota sublime. Finalmente, em 1970, uma editora resolveu publicá-la. Em 1975, já havia mais de sete milhões de exemplares vendidos, apenas nos Estados Unidos.

Todos esses expoentes mostraram ao mundo que seu julgamento estava errado. Mostraram que somos nós apenas, na intimidade de nossa força de vontade, de nosso brilhantismo secreto, os únicos aptos para saber do que realmente somos capazes.


“Obstáculos são aquelas coisas medonhas que você vê, quando tira os olhos de seu objetivo”. - Henry Ford

Permita Senhor...


... que eu aceite as minhas derrotas assim como fico feliz com as minhas vitórias sem acusar nada ou ninguém ao meu redor.

... que eu possa perdoar a quem me fere sem mágoas, sem me sentir uma vítima por isso.

... que eu entenda que as dificuldades da vida fazem parte do meu crescimento como ser humano.

... que eu possa ser um ombro amigo a quem precise, sem me sentir especial por isso, e sem me revoltar quando não for reconhecido.

... que eu seja humilde e perceba que à minha volta outros sofrem bem mais do que eu.

... que eu consiga sorrir mais e ser feliz com o que me destes.

... que eu tenha mais bondade, piedade, carinho, compreensão e amor para com meu irmão.

... e, principalmente, me ensine a não pensar somente em mim, deixando de ser egoísta até em minhas orações!


"Antes de começar a criticar os defeitos dos outros, enumere ao menos dez dos teus".

Mundo virtual


Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois, queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia atribulado, para comer e consertar alguns problemas de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias que a tempos não sei o que são.

Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga uma salada e um suco de laranja, afinal de contas, fome é fome, mas regime é regime. Abri meu laptop e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim.

- Tio, dá um trocado?

- Não tenho, menino.

- Só uma moedinha para comprar um pão.

- Está bem, compro um para você.

Para variar, minha caixa de entrada está lotada de e-mails. Fico distraído vendo as poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas.

- Tio, pede para colocar margarina e queijo também.

Percebo que o menino tinha ficado ali.

- Ok. Vou pedir, mas depois me deixa trabalhar, estou muito ocupado, tá?

Chega minha refeição e junto com ela meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir “a luta”.

Meus resquícios de consciência, me impedem de dizer. Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga não o pão, mas uma refeição decente para ele. Então ele sentou à minha frente e me perguntou:

- Tio que você tá fazendo?

- Estou lendo uns e-mails.

- O que são e-mails?

- São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet.

Sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de maiores questionamentos disse:

- É como se fosse uma carta, só que vem pela Internet.

- Tio, você tem Internet?

- Tenho sim, essencial ao mundo de hoje.

- O que é Internet?

- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.

- E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.

- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que ele fosse.

- Legal isso. Adoro!

- Mocinho, você entendeu o que é virtual?

- Sim, também vivo neste mundo virtual.

- Você tem computador?

- Não, mas meu mundo também é desse jeito... virtual.

Minha mãe trabalha, fica o dia todo fora, só chega muito tarde e quase não a vejo, eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome e eu dou água para ele pensar que é sopa, minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo pois ela sempre volta com o corpo, meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, dia de natal e eu indo ao colégio para virar médico um dia.

- Isso é virtual não é tio?

Fechei meu laptop, não antes que lágrimas caíssem sobre o teclado. Esperei que o menino terminasse de literalmente “devorar” o prato dele, paguei a conta e o troco dei para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um “brigado tio você é legal!”.

Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos, todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!


“A causa real da maioria dos nossos grandes problemas está entre a ignorância e a negligência”. - Goethe

Pare, por favor!


Um jovem e bem sucedido executivo dirigia por sua vizinhança, correndo um pouco demais em seu novo carro.

Observando crianças se lançando entre os carros estacionados, diminuiu um pouco a velocidade, quando achou ter visto algo.

Enquanto passava, nenhuma criança apareceu.

De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do carro!

Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo.

Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança, empurrando-a contra um veículo estacionado e gritou:

“Por que isso? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro, aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro. Você tem noção do que fez?”

“Por favor, senhor, me desculpe, eu não sabia mais o que fazer! Ninguém estava disposto a parar e me atender”.

Neste momento, lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados.

“Meu irmão é paralítico e na descida ele caiu de sua cadeira de rodas, e eu não consigo levantá-lo sozinho”.

Soluçando, o menino perguntou ao executivo:

“O senhor poderia me ajudar a recoloca-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim”.

Movido internamente, muito além das palavras, o jovem motorista, engolindo sua surpresa, dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas.

Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem.

“Obrigado, e que Deus possa abençoá-lo”, disse a criança a ele.

O homem então viu o menino se distanciar, empurrando o irmão em direção à casa.

Foi um longo caminho de volta para o carro, um longo e lento caminho de volta. Ele nunca consertou a porta amassada.

Deixou assim, para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atenção.

Deus sussurra em nossas mentes e fala aos nossos corações. Algumas vezes quando nós não temos tempo de ouvir, ele tem de jogar um tijolo em nós.

E a escolha é nossa: ouvir o sussurro ou esperar pelo “tijolo”.


“A maior de todas as doenças atuais é o sentimento que a pessoa tem de ser indesejada, de estar abandonada e relegada ao esquecimento por todos. O maior de todos os males é a falta de amor e a terrível indiferença para com o nosso semelhante”. - Madre Teresa