terça-feira, 31 de dezembro de 2013
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
sábado, 28 de dezembro de 2013
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Poema: Mudanças
Todas as idades estão em mim, sou um misto de infância e juventude, que por hora se projeta para um novo tempo... Sigo vivendo, morrendo aos poucos, ansiando merecer a eternidade.
Viver consiste constantemente em organizar o luto. Crescer, ter o corpo modificado, ter de abandonar os hábitos da infância, assumir responsabilidades, deixar o mundo antigo que conhecíamos para assumir outros que ainda desconhecemos. Tudo se desdobra em luto.
Assumir uma nova fase da vida requer mestria em sepultar e dizer adeus a nós mesmos. Basta lançar os olhos para dentro do meu coração e aí encontrarei uma menininha tremula, desconfortavelmente sentada numa cadeira de madeira, com os bracinhos depositados sobre uma carteira de sala de aula. Era o primeiro dia de escola e tudo era absolutamente novo, sobre a carteira havia um lápis, uma régua, uma borracha e um caderno bem bonito!.
As paredes da sala estava emolduradas pelo alfabeto, aquilo que a minha razão ainda não sabia decodificar, mais que mais tarde meu coração aprenderia a amar.
Ao pé da mesa silenciosa e confidente, uma merendeira com formato de elefante resguardava a merenda, que na hora do recreio seria degustada pelas minhas lágrimas secretas.
A liberdade da infância havia sido terminada, apesar da pouca idade, eu já tinha um horário a cumprir e tinha de cumpri-lo longe da minha mãe, sem a segurança de sua presença, distantes dos meus brinquedos e do quintal da minha casa.
É assim que a vida vai se tornando aos poucos um quartinho de entulhos, onde vamos depositando as nossas saudades, coisas passadas, mais ao mesmo tempo coisas absolutamente presentes, atuais. Basta revirar este baú de lembranças para que de súbito o universo de remanescências adormecidas, volte a nos despertar os sentidos. Cheiro de infância de pai de mãe, cheiro da primeira escola. Odores e sabores que faziam parte daquele tempo...
Engraçado, pois os primeiros dias de aula representavam para mim, um tempo em que a vida parecia ter perdido a sua cor e quem me restituiu essas cores de volta foi a minha querida professora com a sua dedicação amorosa.
Chegando o tempo de aprender, também chega o tempo de esquecer, tempo, saudades, esquecimentos, categorias que delimitam o real, mais que ampliam o sonho, dilatam o coração à medida que este ama e abriga saudades.
Organizar o luto talvez seja isto, recolher o que da vida restou e como é belo recolher os amores e suas respectivas saudades é uma forma de afirmar que a vida não foi uma experiência que passou pelos vãos dos dedos, mais que registrou-se nas cordas do coração.
Passado tanto tempo, ainda trago em mim as marca da primeira infância, daquele tempo marcado pelas recordações, da primeiras descobertas e aprendizagens, em tudo aquilo existia uma silenciosa presença de Deus, apresentando-me em suas mãos no momento em que o medo tomava conta de mim ,e é por isso, que a experiência de ter mãe é uma experiência antecipada da eternidade.
Ela sempre foi a mão mais próxima e porque não dizer a primeira mão que Deus no ofereceu, na experiência de sermos humanos. A escola representou a primeira ruptura com esta mão, ficar distante dela era muito penoso ao meu coração de menina, vivi o período da aula desejosa que o tempo voasse, para que enfim eu pudesse voltar a minha casa, o lugar dos meus sacramentos.
Ansiedade tinha o seu fim quando a sirene tocava, saia a passos largos, saia direto correndo, virava a esquina e já estava na minha casa. Na garganta, não existia outra palavra engatilhada a não ser o grito santo: MÃEEEEEEE! e ao vê-la, tudo se aquetava dentro de mim...
Direção Espiritual - TV CN
ASL Pe. Fábio de Melo
Viver consiste constantemente em organizar o luto. Crescer, ter o corpo modificado, ter de abandonar os hábitos da infância, assumir responsabilidades, deixar o mundo antigo que conhecíamos para assumir outros que ainda desconhecemos. Tudo se desdobra em luto.
Assumir uma nova fase da vida requer mestria em sepultar e dizer adeus a nós mesmos. Basta lançar os olhos para dentro do meu coração e aí encontrarei uma menininha tremula, desconfortavelmente sentada numa cadeira de madeira, com os bracinhos depositados sobre uma carteira de sala de aula. Era o primeiro dia de escola e tudo era absolutamente novo, sobre a carteira havia um lápis, uma régua, uma borracha e um caderno bem bonito!.
As paredes da sala estava emolduradas pelo alfabeto, aquilo que a minha razão ainda não sabia decodificar, mais que mais tarde meu coração aprenderia a amar.
Ao pé da mesa silenciosa e confidente, uma merendeira com formato de elefante resguardava a merenda, que na hora do recreio seria degustada pelas minhas lágrimas secretas.
A liberdade da infância havia sido terminada, apesar da pouca idade, eu já tinha um horário a cumprir e tinha de cumpri-lo longe da minha mãe, sem a segurança de sua presença, distantes dos meus brinquedos e do quintal da minha casa.
É assim que a vida vai se tornando aos poucos um quartinho de entulhos, onde vamos depositando as nossas saudades, coisas passadas, mais ao mesmo tempo coisas absolutamente presentes, atuais. Basta revirar este baú de lembranças para que de súbito o universo de remanescências adormecidas, volte a nos despertar os sentidos. Cheiro de infância de pai de mãe, cheiro da primeira escola. Odores e sabores que faziam parte daquele tempo...
Engraçado, pois os primeiros dias de aula representavam para mim, um tempo em que a vida parecia ter perdido a sua cor e quem me restituiu essas cores de volta foi a minha querida professora com a sua dedicação amorosa.
Chegando o tempo de aprender, também chega o tempo de esquecer, tempo, saudades, esquecimentos, categorias que delimitam o real, mais que ampliam o sonho, dilatam o coração à medida que este ama e abriga saudades.
Organizar o luto talvez seja isto, recolher o que da vida restou e como é belo recolher os amores e suas respectivas saudades é uma forma de afirmar que a vida não foi uma experiência que passou pelos vãos dos dedos, mais que registrou-se nas cordas do coração.
Passado tanto tempo, ainda trago em mim as marca da primeira infância, daquele tempo marcado pelas recordações, da primeiras descobertas e aprendizagens, em tudo aquilo existia uma silenciosa presença de Deus, apresentando-me em suas mãos no momento em que o medo tomava conta de mim ,e é por isso, que a experiência de ter mãe é uma experiência antecipada da eternidade.
Ela sempre foi a mão mais próxima e porque não dizer a primeira mão que Deus no ofereceu, na experiência de sermos humanos. A escola representou a primeira ruptura com esta mão, ficar distante dela era muito penoso ao meu coração de menina, vivi o período da aula desejosa que o tempo voasse, para que enfim eu pudesse voltar a minha casa, o lugar dos meus sacramentos.
Ansiedade tinha o seu fim quando a sirene tocava, saia a passos largos, saia direto correndo, virava a esquina e já estava na minha casa. Na garganta, não existia outra palavra engatilhada a não ser o grito santo: MÃEEEEEEE! e ao vê-la, tudo se aquetava dentro de mim...
Direção Espiritual - TV CN
ASL Pe. Fábio de Melo
As Suas Possibilidades Não Se Esgotaram
Conhecer é muito mais do que ter um código de informações e saber identificar. Trazer um conhecimento dentro de nós é muito mais que ter informações, é você descobrir que você se transforma naquilo que você conhece. Que a medida que eu aprendo a Língua Portuguesa, a Língua Portuguesa começa a fazer parte de mim. De maneira em que esta é uma das maiores riqueza que podemos ter na vida e que nenhum ladrão pode roubar de nós. "É o que nós aprendemos."
A partir do momento em que eu faço a experiência de conhecer Jesus eu começo permiti-lo que ele venha se entranhar na minha vida. E que o meu conhecimento, o que eu vou fazendo dele, vai me transformando nele, nós vamos ficando misturados, sem confusão, mais misturados de maneira em que eu não tenho como dizer quem eu sou sem me recordar de Jesus na minha vida. A dinâmica da existência é exatamente essa, é a gente nunca estar satisfeito com aquilo que alcançou, que a gente está num processo de busca, que existe algo novo,preparado para cada um de nós e buscando este algo novo, nós descobrimos o que, que de Deus a gente ainda não conhece, mais que a gente ainda pode conhecer.
E depois que a gente conhece e incorpora na nossa vida de um jeito tal, que já não tem mais como separar, a nossa pessoa da pessoa de Jesus. Nisso consiste a nossa conversão, de nós tirarmos aquilo que não é de semelhança, para buscarmos as nossas semelhanças com Deus. Quanto que eu sou parecida com Jesus, esse é meu desejo, essa é a minha ousadia, é busca essa semelhança no meu dia a dia.
Eu sei que eu tenho muitos defeitos e eu tenho consciência deles a cada momento e toda vez que um limite meu, um defeito meu, prevalece sobre as minha virtudes, eu faço questão de prestar atenção nele, eu choro sobre ele, eu lamento sobre ele, mas quero que esse limite, que esse defeito, tenha um tempo curto de sobrevivência dentro de mim. Porque o que qualifica a minha vida é justamente o tempo que eu tenho para cuidar e cultivar virtudes."
Eis que na partilha do pão Jesus extrapola e nos propõe realidades superiores, ali reconhecemos Jesus, em seu gesto humilde, simples, generoso e amoroso pra conosco.
Em nossa vida Deus tenta o tempo todo revelar-se a cada um de nós e eu fico grata a Deus por todas as experiências que ele me proporciona, por eu ser quem eu sou, por eu nascer onde eu nasci, por eu crescer onde eu cresci, pelo que eu vivi, por eu ter alcançado o que eu já alcancei mais sobretudo, pela menina que eu faço de tudo para que seja mantida viva dentro meu coração. Essa menina que descobre que a Sacralidade da vida está nas pequenas coisas, na simplicidade.
Constantemente eu tenho que ter a virtude de rever o meu jeito de ser. Eu sei o que me fez querer ser o que eu sou hoje, mais eu posso dizer que o primeiro motivo já foi substituído por milhões e milhões de outros motivos. A dinâmica consiste em nós diariamente descobrir um motivo pra gente ser o que é.
Direção Espiritual - TVCN
ASL Pe. Fábio de Melo
A partir do momento em que eu faço a experiência de conhecer Jesus eu começo permiti-lo que ele venha se entranhar na minha vida. E que o meu conhecimento, o que eu vou fazendo dele, vai me transformando nele, nós vamos ficando misturados, sem confusão, mais misturados de maneira em que eu não tenho como dizer quem eu sou sem me recordar de Jesus na minha vida. A dinâmica da existência é exatamente essa, é a gente nunca estar satisfeito com aquilo que alcançou, que a gente está num processo de busca, que existe algo novo,preparado para cada um de nós e buscando este algo novo, nós descobrimos o que, que de Deus a gente ainda não conhece, mais que a gente ainda pode conhecer.
E depois que a gente conhece e incorpora na nossa vida de um jeito tal, que já não tem mais como separar, a nossa pessoa da pessoa de Jesus. Nisso consiste a nossa conversão, de nós tirarmos aquilo que não é de semelhança, para buscarmos as nossas semelhanças com Deus. Quanto que eu sou parecida com Jesus, esse é meu desejo, essa é a minha ousadia, é busca essa semelhança no meu dia a dia.
Eu sei que eu tenho muitos defeitos e eu tenho consciência deles a cada momento e toda vez que um limite meu, um defeito meu, prevalece sobre as minha virtudes, eu faço questão de prestar atenção nele, eu choro sobre ele, eu lamento sobre ele, mas quero que esse limite, que esse defeito, tenha um tempo curto de sobrevivência dentro de mim. Porque o que qualifica a minha vida é justamente o tempo que eu tenho para cuidar e cultivar virtudes."
Eis que na partilha do pão Jesus extrapola e nos propõe realidades superiores, ali reconhecemos Jesus, em seu gesto humilde, simples, generoso e amoroso pra conosco.
Em nossa vida Deus tenta o tempo todo revelar-se a cada um de nós e eu fico grata a Deus por todas as experiências que ele me proporciona, por eu ser quem eu sou, por eu nascer onde eu nasci, por eu crescer onde eu cresci, pelo que eu vivi, por eu ter alcançado o que eu já alcancei mais sobretudo, pela menina que eu faço de tudo para que seja mantida viva dentro meu coração. Essa menina que descobre que a Sacralidade da vida está nas pequenas coisas, na simplicidade.
Constantemente eu tenho que ter a virtude de rever o meu jeito de ser. Eu sei o que me fez querer ser o que eu sou hoje, mais eu posso dizer que o primeiro motivo já foi substituído por milhões e milhões de outros motivos. A dinâmica consiste em nós diariamente descobrir um motivo pra gente ser o que é.
Direção Espiritual - TVCN
ASL Pe. Fábio de Melo
Faz do Meu Nada Amor
Eu queria só te dizer que me fizesse entender o que é a vida...
Que alegria e dor andam juntas em mim, mas o que conta é o amor.
Vem tomar posse de mim, vencer minha impotência, o meu nada, senhor.
Ah! tudo quero te dar, mesmo o que não tenho, mesmo o que não sou,
Pois o que conta é o amor!
Amor! faz do meu nada amor!
Só amor... amor! faz do meu nada amor!
Sei que viver é amar, que amar é sofrer, que amar é se dar.
Ah, bem pequena eu sou, como, então, desejar só viver de amor?
Mas tudo podes em mim.
Um teu único olhar tudo em mim mudará.
E, não sendo mais do que sou, sendo toda amor, viverei para sempre ao teu lado senhor
Sendo toda amor...faz do meu nada amor!
Só amor... amor! faz do meu nada amor!
Que alegria e dor andam juntas em mim, mas o que conta é o amor.
Vem tomar posse de mim, vencer minha impotência, o meu nada, senhor.
Ah! tudo quero te dar, mesmo o que não tenho, mesmo o que não sou,
Pois o que conta é o amor!
Amor! faz do meu nada amor!
Só amor... amor! faz do meu nada amor!
Sei que viver é amar, que amar é sofrer, que amar é se dar.
Ah, bem pequena eu sou, como, então, desejar só viver de amor?
Mas tudo podes em mim.
Um teu único olhar tudo em mim mudará.
E, não sendo mais do que sou, sendo toda amor, viverei para sempre ao teu lado senhor
Sendo toda amor...faz do meu nada amor!
Só amor... amor! faz do meu nada amor!
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
A Resiliência da Alma
O sofrimento é inevitável na nossa vida, porque somos criaturas, porque somos falíveis, porque somos precários e não é nenhum problema a gente reconhecer isso. As vezes a gente interpreta de maneira muito equivocada esse sofrimento, como uma consequência do pecado. Eu gosto de ver além, o sofrimento ele é natural em todo aquele que é criatura, porque nós sofremos de limites, nós não somos perfeitos, mas ao mesmo tempo o sofrimento pode ajudar essa imperfeição sem sentido.
Quando nós descobrimos naquilo que nos machuca de maneira sábia, que as pedras que podem ser lapidadas, assim como um diamante que está em estado bruto que a gente pode nem reconhece-lo, porque ele não parece ser diamante, porque ele ainda não passou pela lapidação. Um diamante em estado bruto é uma pedra igual as outras, mais um olho técnico que identifica que ali tem brilho, e por isso, o golpe duro da lapidação para poder retirar os excessos. Isso acontece da mesma forma com a gente.
Diamantes em estados brutos que precisam ser lapidados, diamantes que necessitam o duro golpe da lapidação, para que se possa fazer brilhar o que está por dentro, e nem sempre a gente consegue, encontramos todo dia pessoas que fracassam no seu sofrimento, pessoas que não sabem viver a contradição da dor, porque a dor é um território contraditório. quando nós somos visitados por um sofrimento agudo é como se a coerência do mundo fosse embora, é como se a gente não tivesse condições de ajuntar as peças do mosaico que somos ou dar significado a cada parte. A dor ela parece que estilhaça a nossa inteireza.
Quando uma pessoa que amamos é retirada do nosso meio, o nosso mundo perde a coerência, mas essa perda pode ser temporária, quando pela força da ressurreição, nós conseguimos resgatar a memória daquele que nós amamos e nos deixou e trazemos essa pessoa pro nosso dia a dia de outra forma, que não é mais física, não é mais material.
A resiliência vem da Física, que é a capacidade de mudar de forma para suportar aquele momento e depois retornar. O ser humano é assim, Deus nos dotou de capacidade de resiliência, que é a gente mudar de forma, suportar o que está acontecendo e depois reassumir de uma maneira ainda mais madura de viver a nossa aventura de ser quem somos.
E quando o coração tem fé a resiliência é um processo natural e ainda que a gente fique revoltado, chateado e é natural que seja assim, porque nós somos precários. É natural que sentimentos mesquinhos, também aconteçam no coração de pessoas boas, só não é natural que ele prevaleça. É natural que no momento em que você perde o seu filho, você sinta que Deus lhe causou um prejuízo, é um visão ingenua, mas acontece, depois a própria vida nos amadurece para pensar que aquilo não foi Deus, é o acontecimento natural da vida, a vida está entregue a liberdade de ser o que pode ser, então nó estamos abertos, nós estamos entregues as mãos dessa vida aonde acidentes podem acontecer, por negligências nossas, ou até porque morremos naturalmente, o corpo morre a cada dia, nós vamos perdendo a vitalidade e por isso a experiência do cuidado é tão importante.
Por mais que a gente tenha tentado, por mais que a gente tenha lutado. as vezes não da certo, a vida vem e nos rouba o que a gente tem de mais precioso e aí com as mãos vazias, recordamos que o amor é mais forte que a morte, recordamos que até mesmo os acontecimentos mais trágicos podem estar grávidos de esperança e de aprendizados que nenhuma outra alegria poderia nos oferecer.
Direção Espiritual - TVCN
ASL Pe. Fábio de Melo
Quando nós descobrimos naquilo que nos machuca de maneira sábia, que as pedras que podem ser lapidadas, assim como um diamante que está em estado bruto que a gente pode nem reconhece-lo, porque ele não parece ser diamante, porque ele ainda não passou pela lapidação. Um diamante em estado bruto é uma pedra igual as outras, mais um olho técnico que identifica que ali tem brilho, e por isso, o golpe duro da lapidação para poder retirar os excessos. Isso acontece da mesma forma com a gente.
Diamantes em estados brutos que precisam ser lapidados, diamantes que necessitam o duro golpe da lapidação, para que se possa fazer brilhar o que está por dentro, e nem sempre a gente consegue, encontramos todo dia pessoas que fracassam no seu sofrimento, pessoas que não sabem viver a contradição da dor, porque a dor é um território contraditório. quando nós somos visitados por um sofrimento agudo é como se a coerência do mundo fosse embora, é como se a gente não tivesse condições de ajuntar as peças do mosaico que somos ou dar significado a cada parte. A dor ela parece que estilhaça a nossa inteireza.
Quando uma pessoa que amamos é retirada do nosso meio, o nosso mundo perde a coerência, mas essa perda pode ser temporária, quando pela força da ressurreição, nós conseguimos resgatar a memória daquele que nós amamos e nos deixou e trazemos essa pessoa pro nosso dia a dia de outra forma, que não é mais física, não é mais material.
A resiliência vem da Física, que é a capacidade de mudar de forma para suportar aquele momento e depois retornar. O ser humano é assim, Deus nos dotou de capacidade de resiliência, que é a gente mudar de forma, suportar o que está acontecendo e depois reassumir de uma maneira ainda mais madura de viver a nossa aventura de ser quem somos.
E quando o coração tem fé a resiliência é um processo natural e ainda que a gente fique revoltado, chateado e é natural que seja assim, porque nós somos precários. É natural que sentimentos mesquinhos, também aconteçam no coração de pessoas boas, só não é natural que ele prevaleça. É natural que no momento em que você perde o seu filho, você sinta que Deus lhe causou um prejuízo, é um visão ingenua, mas acontece, depois a própria vida nos amadurece para pensar que aquilo não foi Deus, é o acontecimento natural da vida, a vida está entregue a liberdade de ser o que pode ser, então nó estamos abertos, nós estamos entregues as mãos dessa vida aonde acidentes podem acontecer, por negligências nossas, ou até porque morremos naturalmente, o corpo morre a cada dia, nós vamos perdendo a vitalidade e por isso a experiência do cuidado é tão importante.
Por mais que a gente tenha tentado, por mais que a gente tenha lutado. as vezes não da certo, a vida vem e nos rouba o que a gente tem de mais precioso e aí com as mãos vazias, recordamos que o amor é mais forte que a morte, recordamos que até mesmo os acontecimentos mais trágicos podem estar grávidos de esperança e de aprendizados que nenhuma outra alegria poderia nos oferecer.
Direção Espiritual - TVCN
ASL Pe. Fábio de Melo
Tom de Calma
É
A gente finge que não vê
A gente tenta se esconder
Do que tem medo de viver
Pra não mais sofrer
Sei
A gente tenta se esquivar
Mas o amor vem pra ficar
E é tempo de amadurecer
O que ainda não sabe viver
A gente finge que não vê
A gente tenta se esconder
Do que tem medo de viver
Pra não mais sofrer
Sei
A gente tenta se esquivar
Mas o amor vem pra ficar
E é tempo de amadurecer
O que ainda não sabe viver
O amor é forte
Mais que a morte
É lindo como o sol
Surgindo no amanhecer
O amor maduro
Traz em paz na alma
Esse tom de calma
Que completa a cruz (refrão)
Mais que a morte
É lindo como o sol
Surgindo no amanhecer
O amor maduro
Traz em paz na alma
Esse tom de calma
Que completa a cruz (refrão)
Sei
Todas as vezes que o sol
Se pôs bem antes do perdão
Deixando duro o coração
Marcado pela mágoa
Quando
O amor chega pra mudar
E Deus consegue lapidar
Todas as pedras que juntamos
Em cada dor da vida
Todas as vezes que o sol
Se pôs bem antes do perdão
Deixando duro o coração
Marcado pela mágoa
Quando
O amor chega pra mudar
E Deus consegue lapidar
Todas as pedras que juntamos
Em cada dor da vida
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Erros e Acertos
Deus fala através do coração e o bom senso que vem do coração, essa voz da sabedoria é a voz mais íntima que nós podemos ter dentro de nós. É aquela que nos acusa, que nos liberta, é aquela voz que nos chama atenção dos nossos excessos, é a voz da consciência. É importante fazer o exame da consciência que é nada mais do que fazer uma parada ao final do dia para dar ao coração a oportunidade de dizer alguma coisa. Na pressa, na correia do dia a dia a gente corre o risco de não ouvir o coração.
Já me condeno tanto pelos erros que na vida eu cometi!, é eu contando pro meu coração o que ele já sabe, mais é bom de vez em quando dizer ao outro o que ele já sabe, porque é uma maneira da gente saber um pouco mais. Quanto mais a gente tem a oportunidade de ensinar ao outro, mais a gente aprende aquilo que se é ensinado. Quantos mais a gente partilha, mais oportunidades temos de mergulhar no mistério dessa partilha. E conversar com esse coração é fundamental, eu ter o tempo onde eu converso comigo, onde eu olho pra mim sem receio, onde eu me olho sem as minhas máscaras... e todos os dias eu tenho essa oportunidade de olhar e dizer ao coração que ele é a voz divina e que portanto ele precisa estar em perfeita harmonia com a voz de Deus.
Não me condenes tanto eu sou humano!, não é raro na vida as vezes se auto-condenar. Na vida de alguém que tem Deus dentro de si, não lhe cabe culpa, cabe arrependimento. A culpa ela é altamente nociva ao ser humano. Culpas nos paralisam, arrependimentos não, eles nos lançam pra frente, nos ajudam a corrigir os erros cometidos. O erro cometido serve para construir a virtude. O erro não pode ser visto for da virtude, se eu erro eu faço desse erro o meu processo de aprendizagem.
Jesus nos ensina misericórdia e Jesus ensinava a mudar os jeitos que as pessoas se interpretavam, Pessoas que estavam mergulhadas na miséria, no pecado, em muita vida que deu errado, de muita história que não valeu a pena... A gente se sente miserável quando se têm muitos fracassos pra administrar, muitas decepções, muitas traições, sonhos não realizados... É nesse momento que Deus vem e nos dá uma oportunidade de recomeçar, de construir um novo interior, que nós chamamos de coração.
Eu ouço o meu coração e eu modifico o que eu escuto desse coração e aí eu liberto desses excessos e Deus passa a ter um canal direto comigo, ele começa a ter acesso mais fácil a mim, porque o meu coração é a ponte que ele passa e chega ou não até mim, depende do que eu faço desse coração.
Descubra seus erros, seus acertos para virar virtude, para avançar, ir adiante, para conseguir alcançar um melhor resultado. E é a partir desse resultado que sei se estou satisfeito como assim ou se tenho que modificar algo. Devemos ser amigo do nosso coração, Deus fala através do coração, que eu permita que essa voz interior zele por mim.
Direção Espiritual - TV CN
Pe. Fábio de Melo
ASL
Já me condeno tanto pelos erros que na vida eu cometi!, é eu contando pro meu coração o que ele já sabe, mais é bom de vez em quando dizer ao outro o que ele já sabe, porque é uma maneira da gente saber um pouco mais. Quanto mais a gente tem a oportunidade de ensinar ao outro, mais a gente aprende aquilo que se é ensinado. Quantos mais a gente partilha, mais oportunidades temos de mergulhar no mistério dessa partilha. E conversar com esse coração é fundamental, eu ter o tempo onde eu converso comigo, onde eu olho pra mim sem receio, onde eu me olho sem as minhas máscaras... e todos os dias eu tenho essa oportunidade de olhar e dizer ao coração que ele é a voz divina e que portanto ele precisa estar em perfeita harmonia com a voz de Deus.
Não me condenes tanto eu sou humano!, não é raro na vida as vezes se auto-condenar. Na vida de alguém que tem Deus dentro de si, não lhe cabe culpa, cabe arrependimento. A culpa ela é altamente nociva ao ser humano. Culpas nos paralisam, arrependimentos não, eles nos lançam pra frente, nos ajudam a corrigir os erros cometidos. O erro cometido serve para construir a virtude. O erro não pode ser visto for da virtude, se eu erro eu faço desse erro o meu processo de aprendizagem.
Jesus nos ensina misericórdia e Jesus ensinava a mudar os jeitos que as pessoas se interpretavam, Pessoas que estavam mergulhadas na miséria, no pecado, em muita vida que deu errado, de muita história que não valeu a pena... A gente se sente miserável quando se têm muitos fracassos pra administrar, muitas decepções, muitas traições, sonhos não realizados... É nesse momento que Deus vem e nos dá uma oportunidade de recomeçar, de construir um novo interior, que nós chamamos de coração.
Eu ouço o meu coração e eu modifico o que eu escuto desse coração e aí eu liberto desses excessos e Deus passa a ter um canal direto comigo, ele começa a ter acesso mais fácil a mim, porque o meu coração é a ponte que ele passa e chega ou não até mim, depende do que eu faço desse coração.
Descubra seus erros, seus acertos para virar virtude, para avançar, ir adiante, para conseguir alcançar um melhor resultado. E é a partir desse resultado que sei se estou satisfeito como assim ou se tenho que modificar algo. Devemos ser amigo do nosso coração, Deus fala através do coração, que eu permita que essa voz interior zele por mim.
Direção Espiritual - TV CN
Pe. Fábio de Melo
ASL
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Canção dos Imperfeitos
E se for pra semear a esperança num jardim
E se for pra desculpar uma criança eu digo sim
E se for pra perdoar não tenho escolha
Também sou pecador, também preciso de perdão
E se for pra desculpar uma criança eu digo sim
E se for pra perdoar não tenho escolha
Também sou pecador, também preciso de perdão
Não sou santo e não sou anjo e nem demônio eu sou só eu
Imperfeito, insatisfeito, mas feliz, assim sou eu
Eu sou contradição, eu sou imperfeição, só Deus é coerente
Já sorri, já fiz feliz, já promovi, já elevei
Já chorei. já fiz chorar, já me excedi, já magoei
Eu tenho coração mas sou contradição só Deus acerta sempre
Imperfeito, insatisfeito, mas feliz, assim sou eu
Eu sou contradição, eu sou imperfeição, só Deus é coerente
Já sorri, já fiz feliz, já promovi, já elevei
Já chorei. já fiz chorar, já me excedi, já magoei
Eu tenho coração mas sou contradição só Deus acerta sempre
Por isso eu canto esta canção, canção de amor arrependido
Ao Deus que é pai, ao Deus que é paz, ao Deus que é luz,
Ao Deus que é vida
Ao Deus que é pai, ao Deus que é paz, ao Deus que é luz,
Ao Deus que é vida
E quando a gente cai Deus age como pai
Perdoa, perdoa
E torna a perdoar e ensina o como amar
Eu sou contradição mas Deus, ele é perdão.
Perdoa, perdoa
E torna a perdoar e ensina o como amar
Eu sou contradição mas Deus, ele é perdão.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
A quebra da amizade .

A melhor forma de não ser um empecilho, é sair de Cena, tomar distância...
antes do Amigo te olhar como Inimigo
pois, mais vale estar distante com boas lembranças do que próximo recebendo o tratamento repulsivo .
O consolo da triste quebra,
será a recordação dos bons momentos de boas conversas .
E o tempo se encarregará de nos mostrar o amanhã
Assinar:
Postagens (Atom)
